Dia Mundial do Meio Ambiente enfatiza soluções contra poluição plástica

Secretário-geral da ONU pede atuação coordenada por futuro ecológico, saudável e sustentável; mundo produz mais de 400 milhões de toneladas do material por ano; um terço tem uso único.

Neste 5 de junho, as Nações Unidas marcam o Dia Mundial do Meio Ambiente.

A Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, acolhe os eventos centrais celebrando a data, em parceria com Países Baixos ou Holanda.

Construção de um futuro mais limpo, saudável e sustentável

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral António Guterres defendeu a construção de um futuro mais limpo, saudável e sustentável. Para ele, o mundo tem que combater o problema de “consequências catastróficas”.


Guterres lembra que todos os anos, mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas no mundo. Um terço é usado apenas uma vez e diariamente se despeja nos oceanos, rios e lagos uma quantidade de plástico equivalente à carga de mais de 2 mil caminhões de lixo.

O lema deste ano é “soluções para a poluição plástica” e marca o 50º ano da comemoração que é organizada pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma.

Os eventos promovem a busca de soluções para a questão envolvendo iniciativas de governos e empresas e consumidores.

Primeiro passo

Guterres enfatiza ainda que os micro plásticos estão presentes nos alimentos, na água e no ar. Eles compõem combustíveis fósseis e impactam a crise do clima com maior uso, produção e queimas.

Em 2022, a comunidade internacional iniciou negociações para um acordo juridicamente vinculativo para acabar com a poluição plástica. Para Guterres essa é uma das soluções, mas considera um primeiro passo que carece da colaboração de todos.

Por ocasião das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente , o chefe da ONU citou um estudo do Pnuma revelando que o problema pode ser reduzido em 80% até 2040 com medidas de reutilização, reciclagem, reorientação e diversificação para travar o uso do material.

Guterres apela a defesa do desperdício zero e construção de uma economia verdadeiramente circular.